Situado na praça da República, em frente à Câmara Municipal de Tomar - antigo palácio onde D. Manuel I viveu antes de se tornar Rei de Portugal, e à estátua de D. Gualdim Pais, ergue-se um templo que remonta à época em que o infante D. Henrique era governador de Ceuta, tendo sido reconstruido no reinado de D. Manuel I.
Do lado esquerdo da igreja eleva-se a sua volumosa torre constituída por uma base quadrangular, seguida por um corpo octogonal rematando num coruchéu piramidal.
Na fachada, pode-se encontrar a Esfera Armilar (símbolo pessoal de D. Manuel I) e a Cruz da Ordem de Cristo, reforçando a ligação profunda de Tomar aos Cavaleiros Templários e seus sucessores.
Na torre da igreja podemos apreciar o seu relógio do século XVI que foi trazido do Castelo dos Templários, decorado com caras e caveiras.
O interior é constituído por três naves mas tem que se destacar o seu belo púlpito de calcário. A talha do altar-mor é de fins do século XVII.
Embebidas no pavimento, podem observar-se várias lápides sepulcrais, uma das quais se supõe dizer respeito a Diogo Lopes, famoso físico de D. Manuel I.
Uma série de tábuas quinhentistas pendem das paredes da nave: 'A Degolação de S. João Baptista', 'Salomé Apresentando a Cabeça de S. João Baptista', 'A última Ceia', 'A Missa de S. Gregório', 'Abraão e Melquisedech' e 'A Apanha do Maná'.
Estes grandes painéis foram executados no período de 1538-1539 pelo famoso pintor Gregório Lopes, também autor de uma das decorações pictóricas da Charola do Convento de Cristo.