O 1º foral da vila de Tomar - Junho de 1174, refere já a existência de lagares e moinhos.
No século XV o Infante D. Henrique regularizou o curso do Rio Nabão saneando e drenando as suas margens e alargou a levada dos moinhos e lagares.
Inicialmente construídos para moer cereais e produzir azeite, os lagares foram alvo de grandes remodelações no século XVI por ordem do Rei D. Manuel I, passando a ser conhecidos pela designação "d'El Rei".
O sistema funcionava através do "Açude dos Frades", que desviava a água do Nabão para um canal (a Levada). A água passava por túneis sob os edifícios, acionando os mecanismos dos moinhos e lagares. Embora alguns dos lagares originais já não existam, o nome perdura para designar este conjunto que inclui também antigas moagens (como a Moagem A Portuguesa e A Nabantina) e uma central elétrica.
Encontravam-se nos referidos lagares na Levada (Rua Everard) até há poucos anos atrás, oficinas de serralharia, fundição e moagem.
O espaço foi transformado num centro cultural onde pode visitar núcleos museológicos dedicados à fundição, à eletricidade e à moagem. É um local que cruza a herança templária com a arqueologia industrial do século XIX e XX.