É um espaço verde de grande valor histórico e um dos lugares mais emblemáticos de Tomar.
Situada ao lado do Convento de Cristo, combina natureza, história e cultura, oferecendo trilhos arborizados, jardins renascentistas e vistas ligadas ao património templário. Com cerca de 39 hectares, desenvolve-se na planície ao cimo da Avenida Dr. Cândido Madureira, acompanhando de longe as muralhas do castelo que se erguem a um nível superior.
É a parte mais importante da antiga cerca conventual do Convento de Cristo.
Há registos de espaços verdes já em 1490, altura em que a área ainda fazia parte das muralhas templárias. No século XVI, com D. João III, foram compradas propriedades rurais, olivais dispersos, vales férteis e terrenos agrícolas que formaram um perímetro contínuo pensado para recolhimento, oração e cultivo. Visit-tomar
Com a extinção das ordens religiosas, a propriedade foi vendida em praça pública e, em 1838, passou para António Costa Cabral. Em 1936 o conjunto regressou ao Estado e em 1938 foi transformado em parque florestal. Desde 1986 integra o Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza, momento em que passou a ser oficialmente conhecida como Mata dos Sete Montes. Visit-tomar
Dizem que aqui se realizavam ritos de iniciação.
A vegetação frondosa esconde um templo miniatura em forma de torre cilíndrica (em cima), conhecido como a "Charolinha". Esta igreja esculpida em pedra parece ser uma réplica das torres-lanterna do Convento de Cristo, construída segundo planos de João de Castilho — o arquiteto responsável pelas obras renascentistas do convento. Rodeada por um tanque circular, a Charolinha é uma "Casa de Fresco", um retiro secreto acessível através de uma ponte em pedra.
Aqui coexistem jardins de buxo francês, de traçado geométrico, simples e regulares dispostos simetricamente a um eixo, e uma mata com ciprestes, oliveiras centenárias, pinheiros mansos e carvalhos. Nas sete colinas (montes) que lhe dão o nome, é também possível encontrar ervas aromáticas e medicinais.
Horários: verão (abril a outubro) das 8h30 às 19h30, última entrada às 19h00; inverno (novembro a março) das 8h30 às 17h30, última entrada às 17h00. Encerramentos: 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio e 25 de dezembro. A mata dispõe também de parque infantil, zonas de merenda e Centro de Educação Ambiental. A entrada é gratuita.
É definitivamente um dos lugares mais tranquilos e menos conhecidos de Tomar, perfeito para uma caminhada com história.