A Charola de Tomar baseou-se no tipo de mesquitas sírias, gosto adquirido pelos cavaleiros da Ordem do Templo durante as lides orientais, e por eles aplicada no Ocidente.
É um raríssimo santuário da Alta Idade Média que segue o protótipo da Ermida de Omar (Jerusalém), modelo igualmente aplicado nas Capelas de Eunate (Navarra) e Vera Cruz (Segóvia).
No princípio do século XVI, a Charola, oratório dos Templários, foi adotada como capela-mor do novo templo que então se erigiu, o Convento de Cristo.
Foi D. Manuel, após 1510, que ordenou a decoração da capela-mor do novo Templo com esculturas, pinturas e outros elementos.
Nas paredes da Charola subsiste ainda grande série de pinturas sobre madeira, constituídas pelos painéis 'A Entrada de Jesus em Jerusalém', 'O Pedido do Centurião', 'A Ressurreição de Lázaro', 'A Ressurreição, A Ascensão', 'O Baptismo de Cristo' (incompleto) e possivelmente 'A Confissão de Santa Rita'.
Recentemente restaurada, pode agora observar-se em todo o seu esplendor.
Parte das esculturas manuelinas são atribuíveis ao mestre Muńoz. Entre elas destaca-se uma notável escultura de pedra policromada representando a Virgem e S. João Evangelista.
Foi aqui, na Charola de Tomar que foi aclamado o Rei D. Afonso V, em 10 de Setembro de 1438.