Tomar abriga exemplares fascinantes de relógios de sol que testemunham a importância da medição do tempo ao longo dos séculos, desde o período medieval até ao século XIX.
Relógio de sol de dupla face (ou de canto), esculpido diretamente na pedra da estrutura da igreja de S. João Batista, num dos contrafortes exteriores da igreja.
Este design permitia ler a hora durante mais tempo ao longo do dia. Quando o sol rodava e deixava de incidir numa face do pilar, a sombra passava para a face adjacente.
Enquanto o relógio da torre sineira era para toda a praça ouvir, estes relógios de sol esculpidos nos contrafortes eram muitas vezes usados pelos sacristãos ou clérigos para saberem o momento exato de iniciar as celebrações ou tocar os sinos manualmente, antes da massificação dos relógios mecânicos precisos.
A Casa Vieira Guimarães, situada no coração da cidade (na zona da Corredoura), é um dos pontos mais específicos para observar um exemplar bem conservado.
Localização: O relógio encontra-se na esquina sul do edifício.
Características: É um relógio de sol vertical meridional em pedra, apresentando numeração romana e um gnómon (o ponteiro que projeta a sombra) também esculpido em pedra.
No edifício onde funciona o Turismo de Tomar, perto da Mata Nacional dos Sete Montes, na esquina virada a Sul encontra-se um relógio de Sol em pedra mármore, aliás dois relógios de Sol verticais, um ocidental e outro oriental, com numeração árabe e gnómon em ferro, sem data. Atualmente o relógio está praticamente coberto por uma buganvília.